Seres Vivos são classificados em dois grandes grupos: seres eucariontes e procariontes. Ambos são originados de uma única célula que passa por constantes divisões resultando em organismos complexos. Todas as células de um organismo possui em comum um componente, o material genético (genoma). No início elas são idênticas, mas no decorrer das etapas de divisão passam por um processo de diferenciação desenvolvendo características especificas[DAN,2006].

Representação da estrutura interna do DNA.

Em biologia, o genoma é toda a informação hereditária de um organismo que esta codificado em seu DNA (ácido desoxirribonucleico). Os cromossomos são sequencias de DNA. A informação contida no DNA é transferida ao RNA (ácido ribonucleico), que por sua vez a utiliza na produção de proteínas [MTM09]. Esse fluxo da informação gênica foi postulado em 1970 por Crick [Cri70] que o denominou como o dogma central da biologia molecular. O dogma central é subdividido em:

  1. replicação do DNA, que permite a perpetuação da informação gênica;
  2. transcrição, que converte a informação do DNA em uma fita de RNA complementar;
  3. tradução que converte a informação contida no RNAm (ácido ribonucleico mensageiro) em proteínas.

Todo esse processo é realizado por meio de conexões entre códons e seus respectivos aminoácidos.

Os genes são parte funcional do DNA. Ele corresponde a uma pequena parte do genoma, no caso do humano, apenas 3% e formado por genes. Os genes são sequências especiais de milhares de bases nitrogenadas que oferecem as informações para a produção de todas as proteínas; cada gene é responsável por uma determinada característica do organismo.

O código genético é considerado universal. Além de universal, é degenerado, pois pode contem mais de um códon capaz de reconhecer um mesmo aminoácido. Assim, as combinações entre as quadro bases nitrogenadas (adenina – A, uracila – U, citosina – C, guanina – G) do RNAm formam 64 códons, os quais traduzem 20 aminoácidos. Apesar da redundância, o código genético não é ambíguo, pois um códon não reconhece dois aminoácidos diferentes[ALBERTS et al.,1999]

 

Referências:

CRICK, F. Central dogma of molecular biology. Nature, 227, 1970.

FERNANDO REYS, J. C. P. D. L., MACEDO, J. N. A., Dogma central da biologia molecular e Introdução à bioinformática .Educacional, 2011.

NABAIS, A. T. G., Dissertação(MESTRADO). Técnicas de Edição de Genoma como Abordagem Promissora na Terapia Gênica. Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz, 2015.

PEIXOTO, R.L. (2017) Princípios da Edição Gênica. Campo Grande, Faculdade de Computação / Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – UFMS, 2017, 18p.

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