O DNA é um polı́mero sintetizado a partir de unidades denominadas nucleotı́deos. Os nucleotı́deos são formados por três partes: uma base nitrogenada, um carboidrato e um grupo fosfato. As bases nitrogenadas podem ser uma das quatro: adenina (A), guanina (G), citosina (C), timina (T) e o açúcar desoxirribose. A e G possuem estrutura formada por dois anéis denominada purina, já C e T possui sua estrutura formada por um anel único denominado pirimidina. Os nucleotı́deo estão conectados por ligações fosfodiéster, gerando duas extremidades chamadas 5’-fosfato e 3’-hidroxila, isso determina que o crescimento do DNA seja da direção 5’ para 3’ [7]. Está estrutura está representada na Figura 01.

Figura 1 – Estrutura básica do DNA

 

Em 1949, Erwin Chargaff concluiu o que ficou conhecido como regra de Chargaff :

• quantidade relativa de um dado nucleotídeo pode ser diferente entre espécies, mas sempre A = T e G = C;
• razão 1:1 entre bases púricas e pirimı́dicas em todos os organismos estudados: A+G = T+C
• quantidade relativa de cada par AT ou GC pode variar de organismo para organismo, a razão A+T/G+C é caracterı́stica da espécie analisada.

Em 1953 Watson e Crick (Crick, 1953) descobriram a estrutura tridimensional do DNA. Foi proposto que o DNA é um composto de dois filamentos de nucleotı́deos, ligados por pontes de hidrogênio, torcidos na forma de uma dupla hélice. Eles observaram que uma purina sempre faz para com uma pirimidina, constatando a regularidade observada por Chargaff e, ainda concluı́ram que A sempre pareia com T e G com C.

 

Referências:

CRICK, J. W. F., Molecular structure of nucleic acids. Nature, 171, 1953.

PEIXOTO, R.L. (2017) Princípios da Edição Gênica. Campo Grande, Faculdade de Computação / Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – UFMS, 2017, 18p.

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